Psicologia
Textos sobre prática clínica, formação, ética, atendimento psicológico e decisões importantes na rotina profissional. 114 artigos publicados.
Psicologia A fantástica fábrica de burnout
Burnout não nasce só de falta de autocuidado. Nasce de sistemas que transformam sobrevivência em performance e cobram da pessoa o preço da estrutura.
Psicologia A psicóloga cansada também precisa de cuidado
Saber cuidar de sofrimento não torna ninguém imune ao próprio esgotamento. Burnout em profissionais de saúde mental tem sinais específicos e precisa de atenção direta.
Psicologia Abordagens psicológicas sem guerra de torcida
A guerra entre abordagens psicológicas empobrece a clínica e a formação. Ser de uma abordagem não exige odiar as outras: exige conhecê-la bem o suficiente.
Às vezes é só capitalismo: limites de individualizar sofrimento
Precarização, produtividade e comparação entram na clínica como queixa individual. Mas nem todo sofrimento nasce de crença disfuncional; parte dele tem endereço estrutural.
Automatizar tarefas pequenas para preservar energia clínica
Energia clínica é recurso limitado. O que pode ser automatizado deve ser, para que o que não pode receba atenção real.
Behaviorismo sem caricatura: reforço não é prêmio simples
O behaviorismo foi reduzido a condicionamento de ratos. Mas reforço, na teoria comportamental, é um conceito muito mais sofisticado do que a caricatura sugere.
Burnout administrativo na clínica autônoma
Psicóloga autônoma não esgota só pela clínica; esgota também pela gestão que ninguém ensinou a fazer. Entenda o burnout administrativo e como reduzir esse peso.
Burocracia integrada para reduzir ruído clínico
Integrar prontuário, financeiro e agenda num único fluxo reduz o ruído informacional que fragmenta a clínica. Burocracia integrada não é luxo.
Classe social como dado clínico, não detalhe sociológico
Classe social do paciente aparece na clínica e precisa ser levada a sério. Ignorá-la não é neutralidade: é invisibilizar parte do sofrimento.
CID-11 no Brasil: o que a psicóloga precisa acompanhar
A transição para a CID-11 já está em curso. Entenda o que muda na linguagem diagnóstica, nos documentos clínicos e na rotina da psicóloga brasileira.
Clínica histórico-cultural: o sujeito dentro da história
A tradição histórico-cultural recusa leituras individualizantes do sofrimento. O sujeito se constitui em relações sociais concretas, e a clínica precisa saber disso.
Como comparar abordagens sem empobrecer nenhuma
Comparar abordagens bem exige conhecer cada uma o suficiente para não precisar distorcê-la para fazer ponto.
Comparação entre psicólogas e perda de autenticidade clínica
A comparação constante com outros profissionais desgasta a identidade clínica. Entenda como esse padrão aparece e como preservar singularidade sem isolamento.
Comportamento de aposta e reforço intermitente
O slot machine explica desde o comportamento de aposta até o relacionamento abusivo. Conhecer o mecanismo não livra ninguém, mas ajuda a nomear.
Contato em Gestalt: presença antes de interpretação
Na Gestalt, a pergunta não é o que esse comportamento significa antes de perguntar o que está acontecendo nesse contato agora.
Descansar faz parte da profissão de psicóloga
Descanso não é preguiça da psicóloga. É parte da condição que permite estar presente para quem precisa.
Design de interface como variável clínica invisível
A interface dos sistemas que a psicóloga usa molda o que ela registra, o que esquece e o que prioriza, sem que ela perceba. Entenda esse efeito invisível.
Devaneio excessivo: quando a imaginação virou diagnóstico de internet
Maladaptive daydreaming viralizou nas redes. Mas quando a imaginação excessiva é sofrimento real e quando é patologização de algo comum? A clínica precisa saber distinguir.
Dilthey e a psicologia que compreende, não só explica
Dilthey separou ciências naturais de ciências humanas porque compreender sentido é diferente de explicar causas. Essa distinção ainda orienta a clínica.
O paciente percebe quando a escuta virou protocolo
A escuta mecânica, mesmo bem-intencionada, é percebida pelos pacientes. Automatismo clínico afeta o processo e tem raízes no esgotamento que a profissão tende a ignorar.
Figura e fundo na rotina clínica
O conceito gestáltico de figura-fundo não é apenas perceptivo. Ele descreve como a atenção clínica funciona, e o que fica invisível quando a psicóloga está em determinado estado.
Freud pop: por que a cultura adora psicanálise
Freud virou meme. A psicanálise é referência cultural constante, mas o que chegou às redes distorce o que a teoria real oferece à clínica.
Gestalt-terapia além da frase bonita
Gestalt não é frase de autoajuda com foto de pôr do sol. É uma teoria do campo que muda como a clínica pergunta sobre pessoa, contexto e contato.
Humanização do cuidado antes de qualquer técnica
Humanização não é protocolo de acolhimento. É a decisão de tratar o outro como sujeito. Isso precede qualquer técnica e não pode ser substituído por ela.
Medicalização da vida cotidiana em linguagem simples
Medicalização não é o remédio em si, é quando experiências normais da vida viram indicações de tratamento. Entenda o conceito sem demonizar medicamento nem ignorar sofrimento real.
Michael Jackson como sintoma cultural
Michael Jackson não é um caso clínico. É um fenômeno cultural que revela como a indústria do entretenimento consome infância, imagem e sofrimento em espetáculo.
Mulheres que mudaram a psicologia
A psicologia foi construída também por mulheres que enfrentaram barreiras acadêmicas e sociais. Conheça quem foram, o que fizeram e o que isso significa para a profissão hoje.
Noor Inayat Khan e o silêncio como estratégia psíquica
A trajetória de Noor Inayat Khan, espiã sufi na Segunda Guerra, ilumina o silêncio como ato ativo e oferece paralelos inesperados com a escuta clínica.
O que os Beatles ensinam para a psicologia
A arte não substitui teoria, mas pode dar linguagem para experiências que a teoria às vezes endurece. Uma leitura psicológica dos Beatles sem forçar diagnóstico.
Polilaminina e saúde mental: como comentar descobertas sem vender milagre
Toda nova descoberta vira manchete promissora. O caso da polilaminina ensina algo importante sobre como comunicar ciência sem transformar hipótese em promessa.
Por que prontuário digital muda a rotina da clínica
Prontuário digital não é só uma troca de suporte. É uma mudança na forma como a psicóloga acessa e registra o processo clínico.
Não basta não ser LGBTfóbico na clínica
Boa intenção não imuniza a clínica contra preconceito. Prática afirmativa com pacientes LGBTQIA+ precisa ser ativamente construída, não apenas assumida.
Pseudociência terapêutica: quando acolhimento vira promessa falsa
Acolhimento genuíno é necessário, mas não suficiente. A clínica ética precisa de evidência além da empatia.
Psicodelia e psicologia: quando o mundo interno vira arte
A arte pode tornar visível o mundo interno, mas a clínica precisa cuidar para não confundir expressão com prescrição. Uma leitura da psicodelia como fenômeno de percepção e criatividade.
Por que psicologia precisa falar de sexualidade sem moralismo
A psicologia ainda carrega heranças moralistas na abordagem da sexualidade. Entenda o que mudou, o que persiste e o que significa uma clínica afirmativa.
Quando a terapia funciona: mais do que técnica isolada
A terapia não funciona pela técnica sozinha. Vínculo, objetivos compartilhados e participação ativa do paciente pesam tanto quanto o método escolhido.
Quando o capitalismo entra no consultório
Tempo, trabalho, renda, culpa e produtividade são temas clínicos legítimos. O mundo do trabalho não fica do lado de fora da sessão, e ignorar isso tem consequências.
Quando o mundo interno vira arte
Arte não cura sozinha, mas pode dar forma ao que estava sem forma. E às vezes isso é o começo.
Raça e classe como estrutura, não tema lateral
A clínica que trata raça e classe como opcional está fazendo uma escolha. E essa escolha tem consequências para quem atende.
Rigidez clínica: quando estrutura vira defesa da psicóloga
Há uma diferença entre estrutura clínica que protege o processo e rigidez que protege a psicóloga. Reconhecer essa diferença é trabalho ético permanente.
Samba, racismo e psicologia social brasileira
A psicologia brasileira precisa ouvir suas próprias formas culturais de pensar sofrimento e resistência. Uma leitura do samba como revelador de conflito social e subjetividade.
Saúde mental, branding e o espaço dos charlatães
O espaço que psicólogas éticas deixam vazio nas redes é ocupado por charlatães com bom branding. Entenda o mecanismo e por que isso importa.
Seguir o coelho branco: desejo de verdade e clínica
Quem busca terapia frequentemente busca uma verdade que transforma, não que confirma. Entender esse desejo muda o modo como a clínica recebe e trabalha com ele.
Segurança do prontuário como ética, não só tecnologia
Guardar bem o prontuário não é burocracia. É respeito à privacidade de quem confiou algo que não confiaria em outro lugar.
Sentir tudo não significa obedecer tudo
Reconhecer uma emoção não obriga a agir a partir dela. Entenda a diferença entre sentir e ser governado pela emoção, e o que isso tem a ver com regulação emocional.
Skinner e controle: o conceito que as redes entendem errado
Skinner é associado a manipulação e controle autoritário. Mas o que ele disse sobre controle e liberdade é muito mais preciso, e mais incômodo, do que a crítica popular reconhece.
Por que teorias importadas precisam de tradução cultural
Evidências científicas viajam, mas nem sempre chegam intactas. Como a psicóloga brasileira pode adaptar teoria estrangeira sem cair em relativismo nem em colonialismo clínico.
Toda clínica tem uma psicologia social escondida
Dinâmicas sociais, de poder e de grupo estão presentes em toda relação clínica, mesmo quando não nomeadas. Ignorá-las tem custo.
Uso precoce de telas: sofrimento, comportamento e contexto
O debate sobre telas e crianças costuma oscilar entre negação e catastrofismo. O que a evidência diz sobre sono, atenção e desenvolvimento, e o que isso muda na clínica.
WEIRD, classe e o sujeito padrão da psicologia
Quando a psicologia confunde amostra privilegiada com humanidade, ela erra justamente onde mais deveria escutar. Uma crítica política do perfil WEIRD na pesquisa psicológica.
Estar adaptado demais também pode adoecer
Nem todo sofrimento é patologia, e nem toda funcionalidade é saúde. Quando a adaptação ao ambiente exige suprimir o que é autêntico, o custo aparece mais tarde.
Autodiagnóstico de TDAH: entre a identificação e o cuidado
A onda de autoidentificação de TDAH via redes sociais produziu duas coisas reais ao mesmo tempo: reconhecimento legítimo para pessoas subdiagnosticadas há décadas, e uma identidade social que às vezes substitui a avaliação clínica.
Autorregulação emocional não é frieza
O psicólogo que mantém calma numa sessão difícil pode estar regulado ou suprimido. De fora, parece igual. Por dentro, são estados completamente diferentes, e o paciente sente a diferença.
Buber e a diferença entre ouvir e encontrar o outro
Existe uma diferença entre processar o que o paciente diz e realmente encontrá-lo como outro. Martin Buber nomeou essa diferença com precisão filosófica que ainda ressoa na clínica.
Quando conselho motivacional tenta vestir jaleco
Uma parte do mercado de coaching adotou estética clínica, linguagem de neurociência e promessas terapêuticas sem nenhuma das obrigações regulatórias que acompanham essas coisas.
Consciência de classe na psicologia clínica
A posição de classe do paciente opera dentro da sessão mesmo quando não é nomeada. Entender isso muda o que se vê, o que se pergunta e o que se oferece.
Contratransferência: por que a psicóloga também entra na sala
Contratransferência não é perda de profissionalismo, é dado clínico. Entenda a história do conceito, os tipos de contratransferência e como usá-la a favor do trabalho terapêutico.
Crime não pressupõe patologia
Quando um crime chocante ocorre, a primeira explicação costuma ser patologia mental. Essa explicação é confortante, amplamente divulgada e, na maioria dos casos, errada.
A dança de Estrasburgo e o sofrimento coletivo
Em 1518, centenas de pessoas dançaram compulsivamente pelas ruas de Estrasburgo por semanas. O que esse episódio revela sobre como o sofrimento coletivo encontra expressão corporal?
Desejo em Lacan explicado sem virar caricatura
O desejo em Lacan é um dos conceitos mais citados e menos explicados da psicanálise. Entenda o que significa, como se diferencia de necessidade e demanda, e por que isso importa na clínica.
Dinheiro como tema clínico: o que a psicóloga pode escutar sobre grana
Dinheiro aparece em quase todas as sessões, como dívida, como vergonha, como poder, como teste. Escutar isso clinicamente exige saber o que não fazer.
A estética do Instagram e a ilusão de competência clínica
Conteúdo de psicologia no Instagram cresceu muito. Competência clínica, não necessariamente. O problema não é a plataforma, é a confusão entre os dois.
Família não é só afeto: é sistema, história e conflito
Na clínica, família tende a aparecer idealizada ou demonizada. A leitura sistêmica abre um terceiro caminho: ver os padrões sem precisar distribuir culpa.
Freud, Taylor Swift e a repetição do amor perdido
A trajetória de Taylor Swift como entrada para entender a compulsão à repetição de Freud, e o que a psicanálise diz sobre padrões em relacionamentos.
Hipervigilância: quando estar atento demais custa caro
Hipervigilância é o estado de alerta permanente que o sistema nervoso aprende a manter quando o perigo foi real. Entenda como ela aparece na clínica e o que o trabalho terapêutico pode oferecer.
João Carvalhaes e a psicologia na Copa de 1958
A história de João Carvalhaes não fala só dos limites da psicometria. Ela mostra que o Brasil foi pioneiro ao levar a psicologia do esporte a uma Copa do Mundo.
Juquery, mulheres e controle social pela psiquiatria
O Hospital Juquery, fundado em 1898, internava mulheres por comportamentos considerados inconvenientes, adultério, desobediência, sexualidade livre. Uma história que a psicologia brasileira precisa conhecer.
"Como psicóloga, o que você acha?": limites da opinião profissional
A pressão para usar o título em qualquer comentário sobre comportamento humano, em festas, nas redes, na família, mistura psicoeducação, análise clínica e opinião política de modo que não serve bem a nenhum dos três.
Lúcifer e a pergunta clínica: o que você realmente deseja?
Na série Lúcifer, o diabo tem o poder de fazer as pessoas confessarem seu desejo mais profundo. Por que isso é tão difícil na vida real, e o que a psicanálise tem a dizer sobre isso?
Luto não-reconhecido: quando a morte de um famoso dói de verdade
A morte de Mamonas Assassinas e de outros famosos pode provocar um luto real, ainda que socialmente minimizado. Quando a dor não é autorizada, ela pesa mais.
Luto perinatal: o que a clínica precisa saber sobre perda gestacional
Sair do hospital sem um bebê é uma das experiências mais solitárias que existem. O luto perinatal precisa de escuta clínica específica, não de resolução rápida.
Matrescence: o que acontece com a identidade quando alguém vira mãe
Matrescence é o nome para a transformação de identidade que acontece quando uma mulher se torna mãe. Entender esse processo muda a escuta clínica.
Mitos da neurociência que entraram na psicologia sem convite
Usamos 10% do cérebro, lado esquerdo é lógico e direito é criativo, inteligências múltiplas são sistemas cerebrais distintos, algumas das afirmações mais populares sobre o cérebro são simplesmente falsas.
O paciente não é uma planilha de causas e efeitos
Explicar por que alguém é como é não é o mesmo que compreender quem essa pessoa é. A distinção entre causalidade e significado é o que separa uma ciência natural de uma prática clínica.
O que é Dasein e por que isso aparece na psicologia
Dasein é um conceito de Heidegger que entrou na psicologia e mudou como entendemos o sofrimento humano. Entenda o que significa e por que faz diferença na prática clínica.
Tomada de decisão e a psicologia do excesso de escolhas
Ter muitas opções não facilita decidir, muitas vezes paralisa. O paradoxo da escolha na clínica é mais complexo do que parece e mais comum do que se diagnostica.
Por que aplaudimos o mínimo ético?
Quando um post dizendo 'mantenho sigilo e não diagnostico em festas' recebe milhares de curtidas, algo está errado com o parâmetro de referência da profissão.
Procrastinação: muito além da preguiça
Procrastinação não é falta de força de vontade, é regulação emocional. Entenda os mecanismos psicológicos por trás do adiar crônico e o que a psicoterapia pode oferecer.
Psicanálise e homossexualidade: o que mudou na leitura clínica
A psicanálise teve uma relação histórica complexa com a homossexualidade, da posição relativamente neutra de Freud à patologização pós-freudiana e à virada ética contemporânea.
Psicanálise nas redes: entre o meme e o mal-entendido
O ego virou vilão, o inconsciente virou personagem autônomo e o recalque virou botão. A popularização da psicanálise nas redes produziu alcance e distorção ao mesmo tempo.
Psicologia da amizade adulta: por que é tão difícil manter amigos
Adultos descrevem solidão sem nomear assim, como desconexão, falta de sentido, conversas que ficam só no trabalho. A clínica escuta isso todos os dias.
A psicologia do samba e a história social do sujeito
O samba nasceu nas comunidades negras, foi criminalizado, depois apropriado como símbolo nacional. O que essa trajetória diz sobre resistência psíquica, memória coletiva e clínica?
Psicologia do Tigrinho: aposta, reforço intermitente e ilusão de controle
Por que é tão difícil parar de jogar no Tigrinho e em outros jogos de aposta online? A resposta está na psicologia do reforço intermitente e na ilusão de controle.
Psicoterapia além da redução de sintomas
Quando os sintomas passam, o trabalho terapêutico pode estar apenas começando. O modelo de redução de sintomas é legítimo, mas deixa boa parte da psicoterapia de fora.
Racismo como determinante de saúde mental
O racismo não produz apenas eventos traumáticos isolados, produz um estado crônico de vigilância, exclusão e desgaste que afeta a saúde mental de forma sistemática.
Racismo não é distorção cognitiva individual
Quando uma psicóloga trata o relato de racismo do paciente como percepção distorcida a ser corrigida, está cometendo um erro clínico e epistemológico específico.
Como registrar sem perder a escuta
Documentar durante a sessão ou depois? A tensão entre registro clínico e presença terapêutica não tem solução perfeita, mas tem soluções melhores e piores.
"Seja forte" e a invalidação emocional cotidiana
"Seja forte" raramente é dito com maldade. Mas faz algo específico: comunica que o sentimento que você está tendo está errado. Isso acumula.
Setting também é estado interno da psicóloga
Horário, honorários, sigilo, essa é a parte visível do setting. Mas o estado interno da psicóloga é parte do enquadre, e o paciente o lê com precisão mesmo sem palavras.
O silêncio na sessão não precisa ser preenchido
O impulso de preencher o silêncio em sessão costuma ser da psicóloga, não do paciente. Entender isso muda a qualidade da escuta clínica.
Skinnerela: Cinderela explicada pelo behaviorismo
E se Cinderela fosse um experimento comportamental? Uma releitura do conto clássico através do behaviorismo de Skinner, reforço, punição, extinção e o sapatinho de cristal.
Sombra em Jung: aquilo que você exclui de si
A sombra junguiana não é o lado mau de cada um, é tudo que foi excluído do conceito de si mesmo. Entenda como ela se forma, como aparece nas relações e o que significa integrá-la.
Supervisão clínica: o que muda quando a psicóloga para de trabalhar sozinha
Supervisão clínica não é terapia pessoal para a psicóloga. É um espaço específico para trabalhar o material clínico, prevenir pontos cegos e sustentar a prática com mais rigor.
Teoria do apego em adultos: Bowlby não ficou na infância
A teoria do apego vai muito além dos quizzes de Instagram. Entenda como os padrões de apego de Bowlby e Ainsworth moldam relacionamentos adultos e aparecem na clínica.
A psicologia de The Boys: trauma, poder e falsa salvação
The Boys desconstruiu o mito do super-herói. O que a série revela sobre a relação entre trauma, poder sem controle e a fantasia de salvação, e o que isso tem a ver com a clínica?
Transferência na clínica: quando o paciente traz o passado para dentro da sessão
Entenda o que é transferência na clínica psicológica, como ela se manifesta em diferentes abordagens e como usar esse fenômeno a favor do trabalho terapêutico.
Trauma complexo: quando o trauma não é um episódio, é uma história inteira
Trauma complexo vai além de um evento único. Entenda como o C-PTSD se forma, por que chega disfarçado de outros diagnósticos e o que a clínica psicológica precisa considerar.
Vergonha e culpa: por que a distinção muda o trabalho clínico
Vergonha e culpa parecem parecidas, mas são estruturalmente diferentes. Confundir as duas pode tornar a intervenção terapêutica contraproducente. Entenda como distingui-las e trabalhar com cada uma.
Vini Jr, desejo e racismo: uma leitura clínica possível
Como o racismo opera simultaneamente através do desejo e da violência sobre corpos negros, e o que isso significa para a prática clínica antirracista.
Aliança terapêutica: o fator comum que não é detalhe
Aliança terapêutica não é simpatia. É acordo, vínculo e colaboração para que técnica e processo tenham efeito real.
Burnout na clínica psicológica e a glamorização do cansaço
Burnout na clínica psicológica pode aparecer quando a profissional cuida de todos, mas naturaliza a própria exaustão.
Por que a clínica precisa ser antirracista
Clínica antirracista não trata racismo como opinião ou distorção individual. Ela reconhece estrutura, história e sofrimento social.
Como criar uma pseudociência em 9 passos
Uma sátira acadêmica sobre como pseudociências criam promessas, falsa autoridade, depoimentos, inimigos e ataques a críticos.
Você vai errar na clínica: e isso precisa entrar na formação
Errar na clínica psicológica não deve ser romantizado, mas precisa ser analisado com supervisão, ética e responsabilidade.
Escuta ativa não é só repetir o que o paciente disse
Escuta ativa não é ecoar frases do paciente. É validar, acompanhar, pontuar e ajudar a pessoa a se ouvir com mais clareza.
Homossexualidade e psicologia: da patologização à postura afirmativa
A história da homossexualidade na psicologia mostra como a clínica precisou abandonar patologização e construir práticas afirmativas.
Juliano Moreira fez reforma psiquiátrica antes da reforma
Juliano Moreira enfrentou racismo científico e defendeu uma psiquiatria mais humana no Brasil do início do século XX.
Lobotomia: quando ciência, ética e comércio se desencontram
A história da lobotomia mostra como Nobel, propaganda, pressão hospitalar e controle social ajudaram a vender violência como tratamento.
Lugar de fala na clínica psicológica
Lugar de fala na clínica não cancela a escuta. Ele exige que a psicóloga reconheça de onde escuta e quais estruturas atravessam o caso.
O que faz a mudança terapêutica acontecer
Mudança terapêutica não acontece por uma técnica isolada. Ela depende de vínculo, sentido, adaptação ao paciente e trabalho clínico sustentado.
Nem sempre é transtorno: às vezes é falta de condição de vida
Nem sempre é transtorno. Às vezes o sofrimento expressa telas, violência, precariedade, falta de sono, substâncias ou capitalismo.
A psicologia de Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus escreveu fome, humilhação, raiva, orgulho e sobrevivência. Sua obra também é leitura psicológica do Brasil.
Psicologia WEIRD: quando a pesquisa vira universal sem ser
Psicologia WEIRD mostra o risco de transformar pesquisas feitas com grupos ocidentais, escolarizados e ricos em verdade universal sobre humanos.
Como reconhecer pseudociência em saúde mental
Pseudociência em saúde mental costuma vender certeza, promessa ampla e linguagem técnica sem método verificável.