Atestado de comparecimento — Modelo 1: como adaptar sem confundir modalidades
Veja como revisar o Modelo 1 de atestado de comparecimento da Corpora e adequar título, conteúdo, finalidade e entrega às normas profissionais.
“Preciso de um atestado para entregar no trabalho.” A mensagem chega entre duas sessões, e a palavra atestado parece resolver o pedido. Só que a conversa ainda nem começou: o que a paciente precisa comprovar é a presença no atendimento daquela manhã.
Essa pequena troca de nomes importa. Quando o fato a registrar é o comparecimento, a modalidade prevista pela Resolução CFP nº 6/2019 é a declaração. O atestado psicológico cumpre outra função: certifica uma condição ou funcionamento psicológico a partir de avaliação e diagnóstico psicológicos.
O Atestado Psicológico — Modelo 1 aparece na biblioteca da Corpora com a tag de comparecimento. Ele pode ser encontrado pelo nome do catálogo, mas a versão entregue precisa ser revisada segundo a finalidade profissional correta.
A pergunta que vem antes do arquivo
Vale responder à solicitação com duas perguntas simples: “O que precisa ser comprovado?” e “Quem vai receber o documento?”.
Se a resposta for “que estive em atendimento, das 10h às 10h50, para apresentar ao empregador”, há uma declaração de comparecimento em pauta. Não há motivo para registrar queixa, diagnóstico, técnica utilizada ou qualquer passagem da sessão.
Se a pessoa solicita justificativa de impedimento ou certificação de uma condição psicológica, o caso muda. A psicóloga terá de avaliar se existe base técnica, se a demanda está dentro de sua competência e se um atestado psicológico é realmente cabível. Trocar o título do mesmo texto não resolve essa diferença.
Uma revisão com caneta vermelha
Ao duplicar o Modelo 1, faça uma primeira leitura procurando o que precisa sair, não apenas o que falta preencher.
Risque campos sobre sintomas, hipótese diagnóstica, história clínica e conteúdo do encontro. Para a declaração, preserve o necessário: identificação da pessoa atendida, finalidade, local, data e horários pertinentes, além da identificação e assinatura profissional.
Depois, renomeie a cópia de modo que a função fique visível na próxima busca. “Declaração de comparecimento — atendimento online” ou “Declaração de comparecimento — acompanhante” são nomes internos mais úteis do que manter várias versões chamadas apenas de “Modelo 1”. A organização da biblioteca também participa da prevenção de erros.
O que um formulário de RH não decide
É comum a paciente encaminhar uma exigência da empresa com espaço para CID, diagnóstico ou justificativa clínica. A existência do campo não torna seu preenchimento obrigatório nem transforma uma declaração em atestado.
A profissional avalia necessidade, pertinência, autorização e modalidade documental. Em muitos casos, a informação objetiva de presença responde ao pedido. Se a instituição exigir algo diferente, convém entender a finalidade antes de ampliar o conteúdo. A paciente deve saber exatamente o que será entregue em seu nome.
Essa conversa costuma evitar dois problemas opostos: expor mais do que o necessário ou emitir uma certificação para a qual não houve avaliação suficiente.
Antes do PDF, leia como terceira pessoa
As variáveis da Corpora podem trazer do cadastro nome, CPF, data e CRP. Elas economizam redigitação; ainda assim, a conferência final continua indispensável. Abra o documento como se você fosse a pessoa do RH, da escola ou da instituição que vai recebê-lo.
O nome está grafado como a paciente utiliza? A data corresponde ao atendimento certo? O horário informa o necessário? Sobrou algum marcador automático? O título diz “declaração”? Há uma frase que entrega informação clínica sem ajudar a finalidade?
Só então gere a versão final. Combine o canal de entrega, registre a emissão e o destino e guarde o arquivo correspondente. O cuidado com arquivamento de documentos psicológicos permite reencontrar o que foi efetivamente enviado, sem depender da memória ou de uma conversa antiga.
Na biblioteca de documentos da Corpora, o modelo pode ser duplicado, renomeado e personalizado, e o PDF permanece ligado ao prontuário. O ganho prático aparece quando a biblioteca acompanha o raciocínio da profissional: um nome claro, uma finalidade definida e uma versão pronta para ser revisada — não simplesmente reutilizada.
O Modelo 2 parte do mesmo cuidado de nomenclatura por outro ângulo. Para montar uma versão principal e enxuta, o guia de declaração de comparecimento ajuda a decidir o que entra e, sobretudo, o que deve permanecer no prontuário.
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